Estreito de Ormuz segue parcialmente bloqueado com risco de minas navais

Escalada de tensões reduz circulação na principal rota de petróleo do mundo, enquanto centenas de embarcações aguardam liberação para cruzar a região

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O tráfego de embarcações no Estreito de Ormuz segue abaixo do normal. Nas últimas 24 horas, apenas seis navios cruzaram a rota. Antes do conflito entre Irã e Estados Unidos, cerca de 140 embarcações realizavam a travessia no mesmo período.

A Guarda Revolucionária do Irã alertou nesta quarta-feira (9) para o risco de minas navais e indicou rotas alternativas para a navegação. A medida ocorre após Teerã voltar a restringir a passagem na região, em retaliação aos ataques de Israel — aliado dos Estados Unidos — contra o Líbano.

O Estreito de Ormuz é uma das principais rotas marítimas do mundo e concentra cerca de 20% de todo o petróleo comercializado globalmente. O controle da passagem tem sido utilizado pelo Irã como instrumento de pressão em meio às tensões com os Estados Unidos e Israel.

Como operam as minas navais usadas em conflitos marítimos

As minas navais são dispositivos explosivos posicionados estrategicamente no mar para atingir embarcações e submarinos. Elas podem ficar fixas no fundo, ancoradas a determinada profundidade ou até à deriva.

O acionamento ocorre de diferentes formas: por contato direto com o casco ou por sensores que detectam alterações no ambiente, como pressão, ruído ou campo magnético gerado pelos navios. Ao identificar um alvo, a mina é detonada automaticamente, tornando-se uma ameaça silenciosa e de difícil detecção.

Mais de 180 petroleiros ficam retidos no Golfo

Mais de 180 petroleiros, transportando aproximadamente 172 milhões de barris de petróleo e derivados, permanecem retidos no Golfo, segundo dados da empresa de rastreamento marítimo Kpler divulgados pela Reuters. 

A situação evidencia o impacto direto do conflito sobre uma das principais rotas energéticas do mundo e amplia a preocupação com possíveis efeitos nos preços e no abastecimento global.

Por Daniela Gentil | Revisão: Redação MD News

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