Homem com suspeita de intoxicação por metanol morre no Hospital de Trauma de Campina Grande

Francisco Rariel Dantas da Silva, de 32 anos, natural de Baraúna, sofreu três paradas cardiorrespiratórias após consumir bebida alcoólica suspeita e não resistiu

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Um homem de 32 anos, identificado como Francisco Rariel Dantas da Silva, morreu na tarde deste sábado (4) no Hospital de Emergência e Trauma de Campina Grande, no Agreste paraibano, com suspeita de intoxicação por metanol. Segundo a Secretaria de Estado da Saúde da Paraíba (SES-PB), o óbito foi registrado às 15h45, após o paciente sofrer três paradas cardiorrespiratórias, uma na cidade de Picuí e duas em Campina Grande.

Foto: Reprodução | Instagram

O caso é considerado o primeiro registro suspeito de intoxicação por bebida adulterada no estado. O homem havia dado entrada inicialmente no Hospital Regional de Picuí, na manhã de sexta-feira (3), apresentando sintomas compatíveis com intoxicação alcoólica grave, como náusea, vômito, dor abdominal e alteração visual.

De acordo com a SES, o paciente relatou ter ingerido bebida alcoólica nos últimos dias e foi transferido em estado grave para o Hospital de Trauma de Campina Grande, onde recebeu suporte intensivo e uso de antídoto específico. Apesar dos esforços da equipe médica, ele não resistiu às complicações.

A Polícia Civil e a Agência Estadual de Vigilância Sanitária (Agevisa) estão no município de Baraúna, cidade natal da vítima, para investigar a procedência da bebida consumida e identificar possíveis pontos de venda ou fabricação. Segundo nota oficial da Secretaria de Saúde da Paraíba, as instituições já estão realizando coletas de amostras e inspeções sanitárias. O corpo do paciente foi encaminhado ao Instituto de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande, onde será feita a coleta de material biológico para análise laboratorial.

O secretário de Estado da Saúde, Ari Reis, reforçou a importância de a população verificar a procedência das bebidas alcoólicas antes do consumo. “A ingestão de bebidas adulteradas pode ser letal e deixar sequelas permanentes. Nossa intenção é monitorar e evitar que mais pessoas façam uso de produtos de procedência duvidosa. Estamos com equipes preparadas e a fiscalização reforçada em todo o estado”, destacou o gestor.

Divulgação Hospital de Trauma de Campina Grande

Por Marilia Duarte | Revisão: Daniela Gentil

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