Brasil criará adidância tributária e aduaneira na China para fortalecer comércio 

A medida é debatida desde de 2023. Mesma agência já existe nos EUA e Argentina

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O Ministério da Fazenda, informou nesta segunda (21), que o Brasil vai criar uma agência tributária e aduaneira na China, como forma de fortalecer as relações bilaterais entre os dois países.

Essa será a quinta adidância Tributária e Aduaneira da Receita Federal, postos avançados do Fisco brasileiro em outros países para agilizar o comércio e reduzir a burocracia. As primeiras unidades do projeto surgiram em 2000, em Washington e em Buenos Aires. Dois anos depois, foram abertas as agências de Assunção e Montevidéu.

O órgão ressalta que as adidâncias da Receita Federal do Brasil exercem função estratégica no fortalecimento da cooperação internacional entre as administrações fiscais e aduaneiras, “promovendo o intercâmbio de informações essenciais para a prevenção e repressão de ilícitos fiscais e aduaneiros”.

“Além disso, oferecem suporte técnico e orientações sobre a legislação brasileira a cidadãos residentes no exterior e a investidores estrangeiros, contribuindo para a segurança jurídica e o ambiente de negócios. Também atuam no apoio à negociação de acordos internacionais, como os de bitributação, cooperação aduaneira e reconhecimento mútuo de Operadores Econômicos Autorizados”, comenta o Ministério.

De acordo com a pasta,a presença de um adido no país asiático,que é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009, trará vantagens como entendimento mútuo das legislações, redução de entraves burocráticos e impulsionamento do comércio bilateral, além de ajudar a reduzir práticas ilícitas que prejudicam o comércio bilateral.

A tratativa era debatida pelo governo desde 2023, sendo analisada por diversos órgãos e ministérios nos últimos dois anos. O Itamaraty avaliou a iniciativa no início deste ano.

Por Arthur Moreira | Revisão: Daniela Gentil

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