Saiba o que é IOF e como funciona seu cálculo

O tributo está presente no dia a dia dos brasileiros: incide sobre compras internacionais, saques com cartão de crédito e empréstimos

Compartilhar

O Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é um tributo aplicado em diferentes movimentações financeiras rotineiras. Criado em 1966 para suceder o antigo imposto para Transferências para o exterior, ele é pago por pessoas físicas e jurídicas, incidindo sobre diversas operações financeiras realizadas no Brasil.

Sua função vai além do aumento de arrecadação. O IOF também é utilizado como instrumento de política monetária, podendo desencorajar a remessa de recursos ao exterior. O imposto interfere nos fluxos cambiais, tornando-os mais onerosos ou acessíveis conforme a intenção do Governo Federal.

A cobrança desse tributo gera dados que permitem ao Governo criar índices que conseguem medir a economia e o fluxo de operações financeiras. Com base nessas informações, o poder público analisa estratégias que podem impulsionar ou conter determinados segmentos.

Situações de cobrança do IOF

Operações de crédito, como empréstimos e financiamentos;

• Transações de câmbio, como a compra de moeda estrangeira;

• Contratos de seguros;

• Investimentos em títulos e valores mobiliários.

Importante: O valor da alíquota do IOF varia conforme a operação utilizada. Para se informar sobre taxas específicas e quando o IOF é cobrado, você pode acessar o site da Receita Federal ou da SPC Brasil para entender detalhadamente.

Quem precisa pagar o IOF?

O IOF é recolhido da pessoa física ou jurídica que realiza transações financeiras sujeitas à tributação.

No caso de operações de crédito, como financiamentos e empréstimos, quem assume o custo do imposto é o contratante do crédito — geralmente, a cobrança é feita pela própria instituição financeira, que repassa o valor ao governo.

• Em operações de câmbio, o encargo recai sobre quem adquire a moeda estrangeira;

• Nas apólices de seguro, é o segurado quem paga o valor do IOF, já incluído no preço do prêmio;

• No caso de aplicações financeiras, o imposto incide sobre o investidor, principalmente em movimentações de curto prazo.

Em grande parte dessas situações, o valor do IOF é automaticamente descontado na origem, o que torna o processo mais prático para o contribuinte.

Quais operações estão isentas?

Algumas operações são isentas do IOF ou contam com alíquota zero. É o caso do repasse de dividendos a investidores estrangeiros, dos adiantamentos salariais feitos a trabalhadores e dos financiamentos concedidos por meio do FIES (Fundo de Financiamento Estudantil).

Por Arthur Moreira | Revisão: Daniela Gentil

VEJA TAMBÉM: Lula nega crise com Congresso e defende diálogo após polêmica do IOF

Leia mais

Outras notícias