Senado aprova PL Antifacção com unanimidade; texto vai para a Câmara 

PL do Marco Legal de Combate ao Crime Organizado retorna para análise dos deputados na Câmara

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A Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ)  aprovou nesta quarta-feira (10), com unanimidade, a votação do Projeto de Lei que cria o Marco Legal de Combate ao Crime Organizado.

O texto reformula a proposta aprovada pela Câmara  em novembro. A versão do relator senador Alessandro Vieira (MDB-SE), ao PL 5.582/2025, do Poder Executivo, retorna para análise dos deputados antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Esse retorno acontece devido às mudanças que foram feitas e que necessitam de uma nova análise.

O texto endurece penas para organizações criminosas, cria novas fontes de financiamento para o combate ao crime e fortalece ações contra a lavagem de dinheiro. Os senadores também rejeitaram um destaque apresentado pelo Partido Liberal (PL) para equiparar algumas ações de facções criminosas a crimes de terrorismo.

Alessandro Vieira explicou que seu parecer buscou aprimorar o modelo de combate a facções e milícias que exercem controle armado sobre territórios, intimidam comunidades e limitam a presença do Estado. O relator afirmou ter sido pressionado pelo lobby de diversos setores como o de corporações, dos tribunais e dos ministérios públicos:

“O lobby que não teve acesso a esta Casa, sob o ponto de vista estruturado, foi o das vítimas, foi o da população que fica diuturnamente à mercê do domínio de facções e milícias.  É em homenagem a essas, que não podem aqui acionar lobbies, que a gente faz o trabalho que faz aqui”, comentou o senador.

“Considerando que as discussões sobre o projeto na Câmara dos Deputados trouxeram à tona a zona confusa e cinzenta dos diversos fundos destinados à segurança pública, estamos prevendo dispositivo que concede prazo de 180 (cento e oitenta) dias para que o Executivo estude e proponha a reestruturação dos fundos existentes, a exemplo do Funad, Funapol, FNSP e Funpen”, também disse Vieira em relatório.

Por: Arthur Moreira | Revisão: Redação MD News 

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