Suspeito de assassinar estudante da USP é achado morto e com sinais de tortura

Corpo foi encontrado na Zona Oeste de São Paulo, com lesões pelo corpo e os pés amarrados

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     O principal suspeito de assassinar a estudante da USP  Bruna Oliveira da Silva, em Itaquera, Zona Leste de São Paulo, foi encontrado morto na noite desta quarta-feira (23).  Esteliano José Madureira, de 43 anos, tinha perfurações pelo corpo e estava com os pés amarrados com uma tira de pano.

     O corpo foi encontrado por volta das 21h desta quarta-feira (23), na avenida Morumbi, Zona Oeste da capital,  coberto com uma lona azul. A suspeita da polícia é de que a morte teria ocorrido em outro local e o cadáver abandonado bem distante para atrapalhar as investigações.

     Pela rigidez do corpo, o crime teria ocorrido por volta do meio-dia de quarta-feira.  Agora, a polícia procura por câmeras de segurança que tenham registrado o momento em que o cadáver foi abandonado e, com isso, identificar o assassino.

     Esteliano estava com a prisão temporária decretada pela Justiça por conta do assassinato de Bruna.  Ele foi identificado após a divulgação do retrato falado elaborado com ajuda de inteligência artificial por meio de imagens de câmeras de segurança que flagraram o momento em que ele perseguia a estudante. Segundo vizinhos, ele estava desaparecido havia três dias.

     O caso Bruna

     O corpo de Bruna foi encontrado no último dia 17, em um estacionamento. A vítima tinha inúmeros hematomas pelo corpo e, segundo a perícia, o morte ocorreu por estrangulamento. A estudante, que estava apenas com roupas íntimas, e também foi violentada sexualmente.

     Bruna estava desaparecida desde a noite de domingo (13). Ela havia passado o final de semana na casa do namorado, no Butantã, Zona Oeste. Para voltar para a casa, a estudante pegou o  metrô e desceu na estação Corinthians-Itaquera da linha 3-Vermelha, na Zona Leste.

     De lá a estudante ligou para a mãe informando que tinha perdido o ônibus e que estava com o celular quase descarregando. A mãe, por sua vez, realizou uma transferência em dinheiro para a filha pegar um carro de aplicativo.

     A última vez que Bruna acessou o celular foi às 22h21. Depois a família não conseguiu mais contato.

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