Dados do Banco Central mostram que 49% das famílias brasileiras estão endividadas e utilizam de 27,8% da renda mensal para o pagamento de dívidas. Os números são referentes a maio deste ano. O índice de dívidas das famílias avançou 0,1 ponto percentual em relação a abril e 1,4 ponto na comparação com maio de 2024.
O peso das dívidas tem avançado no bolso das famílias brasileiras. Segundo dados recentes, a fatia da renda comprometida com o pagamento de financiamentos e juros subiu 0,4 ponto percentual em apenas um mês e acumula alta de 1,9 ponto em um ano, chegando a 27,8%. Isso significa que mais de um quarto do orçamento mensal das famílias está destinado a quitar débitos, o nível mais elevado desde 2005.
O gasto com juros tem ganhado peso dentro do orçamento das famílias. Em maio, 9,86% da renda foi consumida apenas para esse fim, reflexo tanto da alta das taxas quanto do maior volume de crédito contratado. Segundo o Banco Central, esse indicador já havia atingido um pico em 2023, recuou ao longo de 2024 e voltou a subir neste ano.
O levantamento aponta ainda que a taxa média do crédito pessoal chegou a 58,3% ao ano em maio, o maior nível desde 2023. Nesse mesmo período de dois anos, o saldo de crédito com recursos livres avançou 23,4%, ampliando a exposição das famílias brasileiras ao endividamento.
Por Arthur Moreira | Revisão: Daniela Gentil
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