Mais da metade dos brasileiros avaliam que a prisão domiciliar do ex-presidente da República, Jair Bolsonaro, é justa. É o que mostra a pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta segunda-feira (25).
São 55% os entrevistados que pensam desta forma. Já para 39% a prisão domiciliar é injusta. Não sabe ou não respondeu ficou em 6%
Recortes de opinião
Entre as regiões do país, a avaliação mais favorável à decisão judicial é no Nordeste, onde 65% a consideram justa e 30% injusta. No Norte e Centro-Oeste, 48% avaliam como justa e 43% como injusta. No Sudeste, a divisão fica em 54% contra 40%. Já no Sul, o resultado é o mais equilibrado: 47% dizem que a prisão é justa, enquanto 49% afirmam que é injusta.
Os recortes por sexo e idade também apontam diferenças. Entre as mulheres, 58% consideram a prisão justa e 36% injusta. Entre os homens, 53% afirmam que a medida foi correta e 42% discordam.
Jovens entre 16 a 34 anos, é o que mais apoia a decisão, com 59% de aprovação, contra 35% que a veem como injusta. Entre os entrevistados na faixa de 35 e 59 anos, o resultado foi de 52% justa e 43% injusta. Já os com 60 anos ou mais, 54% avaliam como justa e 39% como injusta.
A escolaridade influencia na percepção. Quem cursou até o ensino fundamental apresenta 56% de concordância com a prisão e 36% de discordância. Entre quem concluiu o ensino médio, 54% consideram justa e 40% injusta. Já entre os que têm ensino superior, a divisão fica em 54% contra 42%.
Os dados revelam diferenças significativas de percepção sobre a prisão conforme renda e religião. Entre famílias que vivem com até dois salários mínimos, 62% consideram a medida justa, proporção que cai para 54% no grupo de dois a cinco salários e para 47% entre os que recebem mais de cinco salários, onde 49% a classificam como injusta. No recorte religioso, 62% dos católicos apoiam a prisão, contra 32% que discordam, enquanto entre os evangélicos a maioria (57%) vê a medida como injusta e apenas 38% como justa. Já entre os que não têm religião, 59% aprovam a decisão e 36% a rejeitam.
A posição política também influencia diretamente a avaliação sobre a prisão domiciliar. Entre os eleitores de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno de 2022, a ampla maioria, 84%, avalia a medida como justa, enquanto só 12% a rejeitam. No grupo que apoiou Jair Bolsonaro (PL), o cenário se inverte: 83% consideram a decisão injusta e apenas 15% a aprovam.
A pesquisa também questionou a percepção sobre a participação de Bolsonaro em uma chamada de vídeo com críticas ao ministro Alexandre de Moraes. Para 57% dos entrevistados, a atitude foi uma provocação ao ministro e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Outros 30% disseram que o ex-presidente não compreendeu bem as regras impostas por Moraes, e 13% não souberam responder
Por Arthur Moreira | Revisão: Daniela Gentil
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