A Nigéria enfrenta uma onda de violência direcionada a comunidades cristãs, marcada por assassinatos, sequestros e destruição de igrejas e escolas. Grupos extremistas islâmicos, como Boko Haram e ISWAP, e milícias de pastores Fulani atacam aldeias na região central do país, onde disputas por terra e recursos se misturam a motivações religiosas.
Em 2024, mais de 3 mil cristãos foram mortos e quase 3 mil sequestrados. Já em 2025, somente nos primeiros meses, cerca de 35 mil perderam a vida. A violência gerou deslocamentos em massa, deixando milhares de famílias sem suas casas e sem condições de praticar a fé com segurança.

O governo nigeriano afirma que não há intolerância religiosa e que muçulmanos também são vítimas, mas a situação preocupa a comunidade internacional. Donald Trump anunciou que poderia suspender ajuda externa e considerar ações militares caso o país não proteja os cristãos.
Apesar da gravidade na Nigéria, o país não é o único a registrar perseguição religiosa significativa. Em países como Paquistão, Afeganistão e Índia, cristãos também enfrentam ataques e discriminação constantes, mostrando que a liberdade religiosa ainda é uma luta global. A cada relatório divulgado, os números reforçam o alerta: proteger minorias religiosas é uma questão urgente de direitos humanos, e o mundo observa de perto a resposta de governos e organizações internacionais.
Por David Gonçalves, correspondente MD News na Itália | Revisão: Daniela Gentil
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