A ex-primeira-ministra de Bangladesh foi condenada à morte nesta segunda-feira (17) por crimes contra a humanidade. Hasina é acusada de ordenar repressão com força letal aos estudantes que protestavam contra cotas que destinava um terço dos empregos do país aos familiares de veteranos de guerra.
O confronto, ocorrido em agosto de 2024, deixou mais de mil estudantes mortos e milhares de feridos.
“Todos os elementos constitutivos de um crime contra a humanidade estão reunidos. Decidimos impor uma única pena, a pena de morte”, declarou o juiz Golam Mortuza Mozumder, do Tribunal bangladense de Crimes Internacionais.
O veredicto contra Rasina ocorreu em tribunal de Daca que julga crimes de guerra e foi representada por um defensor público que contestou as acusações, classificando-as como infundadas e pediu sua absolvição. Já os promotores alegam terem encontrado indícios de uma ordem direta da ex-premiê para a letalidade contra os manifestantes.
Em resposta à sua condenação, Rasina disse que a sentença é “enviesada e com motivação política”. Ela admitiu que seu governo “perdeu o controle da situação” na ocasião do protesto estudantil, mas “não é possível caracterizar o que ocorreu como um ataque premeditado contra cidadãos”.
A ex-premiê alegou que não teve acesso a ampla defesa e pretende “enfrentar meus acusadores em um tribunal adequado, onde as provas possam ser avaliadas e examinadas de forma justa”. finalizou
A decisão pela condenação de Hasina ocorre a poucos meses das eleições parlamentares que devem ocorrer em fevereiro de 2026. A Liga Awami, partido da ex-premiê, foi proibido de concorrer.
Hasina fugiu para a Índia em agosto de 2024, logo após o conflito sangrento em Bangladesh e por isso não estava presente no momento da sentença. O governo Bangladense solicitou sua extradição.
Por Daniela Gentil | Revisão: Redação MD News
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