O Governo do Brasil resgatou 2.772 trabalhadores e trabalhadoras em situação de trabalho análogo à escravidão ao longo de 2025, resultado de 1.594 ações fiscais realizadas em todo o país, informou o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
As operações de fiscalização foram intensificadas ao longo do ano e contaram com equipes da Secretaria de Inspeção do Trabalho. Além dos resgates, as ações garantiram mais de R$ 9 milhões em verbas rescisórias às vítimas, medida fundamental para assegurar direitos trabalhistas e a proteção dos princípios da dignidade humana.
O balanço também aponta que, em 2025, mais de 48 mil trabalhadores tiveram direitos trabalhistas garantidos ou regularizados em decorrência das fiscalizações, mesmo em casos que não configuraram condições análogas à escravidão.
Especialistas e autoridades destacam que o trabalho escravo contemporâneo não ocorre apenas em áreas rurais. Em 2025, a maioria dos resgates foi registrada em áreas urbanas, sobretudo na construção civil e em serviços ligados à administração pública, obras de alvenaria e outros setores, demonstrando a necessidade de vigilância e atuação contínua por parte das autoridades.
Em apoio às vítimas, o governo também encaminhou trabalhadores resgatados para os serviços públicos de assistência social e possibilitou o acesso ao Seguro-Desemprego do Trabalhador Resgatado (SDTR), benefício previsto em lei para quem sai dessa condição.
O balanço foi divulgado na terça-feira (28), Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, data que reforça a importância da fiscalização, da denúncia e da proteção dos direitos humanos e trabalhistas.
Por: Lais Pereira da Silva | Revisão: Daniela Gentil
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