Neste sábado, 14 de fevereiro, diferentes países celebram o Dia do Amor, uma data que reconhece a importância dos vínculos afetivos na vida em sociedade.
Embora em muitos lugares a comemoração tenha sido popularizada pelo intercâmbio de mensagens e presentes entre casais, o amor romântico, o significado do dia vai além do romantismo e abrange diversas formas de amar.

Origem da data
A origem da celebração remonta à Roma Antiga e está ligada à figura de São Valentim, sacerdote que teria vivido no século III. De acordo com tradições históricas, ele realizava casamentos mesmo com a proibição imposta pelo imperador romano Cláudio II. Ao desafiar a ordem imperial, acabou preso e executado. Com o tempo, tornou-se símbolo da união, da lealdade e do afeto.
Séculos depois, a Igreja incluiu o dia 14 de fevereiro no calendário litúrgico em homenagem ao mártir. Na Idade Média, a data passou a ser associada à troca de mensagens de carinho e à celebração dos sentimentos, tradição que se expandiu e ganhou caráter cultural em diversos países.
Amor em sua liberdade
Atualmente, o Dia do Amor é compreendido de maneira mais ampla. A data representa a valorização da amizade que apoia, da família que acolhe, do cuidado com o próximo e também do amor-próprio.
Pesquisadores da Ciência da Felicidade, um campo que estuda, com base em evidências científicas, o que contribui para o bem‑estar humano, apontam que relações sociais de qualidade e vínculos afetivos são essenciais para a saúde emocional e a satisfação com a vida.
O psicólogo e professor Tal Ben‑Shahar, criador do curso Psicologia Positiva, um dos cursos mais procurados da Harvard University, defende que s felicidade e o bem‑estar não são estados passivos, mas processos que envolvem cultivar relações significativas, enfrentar emoções difíceis e encontrar propósito nas experiências cotidianas.
Além disso, entender a felicidade de forma científica ajuda as pessoas a viverem vidas mais saudáveis e equilibradas. Evidências dessa abordagem comprovam que interações sociais positivas, incluindo amizades, apoio familiar e conexões comunitárias, estão ligadas à redução do estresse e ao fortalecimento da saúde mental e física, reforçando a importância dos vínculos afetivos.
Em um contexto marcado por relações cada vez mais rápidas e digitais, a data serve como convite à reflexão: mais do que declarações públicas ou gestos comerciais, o amor se manifesta em atitudes cotidianas de respeito, presença e empatia.
Celebrar o amor, portanto, é reconhecer sua dimensão plural e sua importância como base das relações humanas, dentro e fora do campo romântico.
Por: Lais Pereira da Silva | Revisão: Pietra Gomes
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