O Parlamento do Reino Unido aprovou nesta terça-feira, 22 de abril de 2026, uma nova lei que vai impedir, de forma permanente, que pessoas nascidas a partir de 2009 comprem cigarros ao longo da vida, mesmo após atingirem a maioridade.
A medida faz parte de uma política de longo prazo do governo britânico para reduzir o número de fumantes e criar o que autoridades chamam de “geração livre do tabaco”.
Segundo o Departamento de Saúde do país, a proposta tem como objetivo eliminar gradualmente o consumo de cigarro entre os mais jovens, impedindo que o produto seja legalmente acessível para essa faixa etária em qualquer fase da vida adulta.
Regras e funcionamento
A regra estabelece um aumento progressivo da idade mínima para compra de cigarros. Na prática, isso significa que a cada ano novas faixas etárias passam a ser incluídas na restrição.
Com isso, pessoas nascidas a partir de 1º de janeiro de 2009 nunca poderão comprar cigarros legalmente no Reino Unido. A aprovação marca uma mudança na estratégia do país. Nos últimos anos, o Reino Unido chegou a incentivar o uso de cigarros eletrônicos como alternativa para fumantes adultos que buscavam reduzir danos à saúde.
No entanto, o aumento do uso de vapes entre adolescentes e preocupações com dependência de nicotina levaram o governo a rever a política e adotar uma postura mais rígida em relação ao fumo.
Além do cigarro tradicional, a nova legislação também endurece regras relacionadas aos cigarros eletrônicos, com foco em restringir o acesso de jovens a esses produtos.
A medida é considerada uma das mais rígidas do mundo no combate ao tabagismo e já gera debates entre especialistas e parlamentares.
Segundo autoridades de saúde, a medida busca reduzir significativamente doenças relacionadas ao cigarro nas próximas décadas. Por outro lado, especialistas e parlamentares discutem a eficácia de restrições permanentes e apontam possíveis impactos no mercado ilegal.
Com a aprovação, o Reino Unido se torna um dos primeiros países a adotar uma política de restrição geracional permanente ao consumo de tabaco.
Por Lais Pereira da Silva | Revisão: Daniela Gentil
VEJA TAMBÉM: Venda de cigarros eletrônicos: Senacon determina suspensão imediata em plataformas digitais



