A vice-presidente da Amazon, Beth Galetti, anunciou, na quarta-feira (28), a demissão de 16 mil funcionários. Em nota, ela afirmou:
“[…] Como compartilhei em outubro, temos trabalhado para fortalecer nossa organização reduzindo camadas, aumentando a propriedade e eliminando a burocracia. […] Enquanto fazemos essas mudanças, também continuaremos contratando e investimento em área e funções estratégicas que são críticas para o futuro.”
Os motivos são iguais ao da antiga demissão em outubro de 2025, quando 14 mil colaboradores perderam seus empregos devido à reformulação da cultura da empresa, conforme dito por Andy Jassy, CEO da Amazon.
Impactos na força de trabalho
De acordo com a Reuters, neste momento a organização possui 1,5 milhão de funcionários ao redor do mundo trabalhando em centros de distribuição e armazéns. Com os desligamentos em massa, sua força de trabalho diminuiu em 10%.
De acordo com Beth, a maioria dos funcionários dos EUA terão 90 dias para encontrar uma nova função interna no local onde atuam. Esse prazo pode variar conforme os requisitos de outros países e locais.
Para aqueles que não conseguirem se inserir em uma nova vaga ou que preferem sair da empresa, a Amazon oferecerá suportes como indenização, serviços de outplacement, benefícios no plano de saúde, entre outros que forem necessários.
Erro interno
Boatos internos sobre os desligamentos já se espalhavam pelos corredores da Big Tech. Porém, tudo foi confirmado na terça-feira (27), quando um e-mail falando sobre os cortes foi enviado por engano na divisão Amazon Web Services (AWS). Colaboradores dos EUA, Canadá e Costa Rica receberam a mensagem da vice-presidente sênior de soluções de IA aplicada da AWS, Colleen Aubrey.
Por Pietra Gomes | Revisão: Daniela Gentil
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