Os sintomas de infarto nas mulheres muitas vezes não seguem o “roteiro clássico” que se vê nos homens, como dor intensa no peito irradiando para o braço esquerdo, o que pode dificultar a identificação rápida de um ataque cardíaco e atrasar o atendimento médico. Entender essas diferenças é fundamental para salvar vidas.
As mulheres podem manifestar sintomas de forma mais subtil e atípica devido a diferenças biológicas, hormonais e até na estrutura dos vasos sanguíneos. Por exemplo:
As artérias das mulheres são, em média, menores e podem ter disfunção microvascular que leva a sintomas menos evidentes nos exames rotineiros.
Hormônios como o estrogênio, cujo nível diminui após a menopausa, influenciam o risco cardiovascular e podem modificar como o coração responde ao bloqueio de fluxo sanguíneo.
Essas particularidades contribuem para apresentações sintomáticas distintas e muitas vezes mais “dispersas”.
Sintomas atípicos que merecem atenção
Embora a dor no peito ainda possa ocorrer, muitas mulheres relatam sinais menos específicos, incluindo:
- Falta de ar, mesmo em repouso;
- Cansaço extremo ou fadiga inexplicável;
- Náuseas e vômitos, confundidos com indigestão;
- Dor ou desconforto no pescoço, mandíbula, costas ou abdômen;
- Tontura ou sensação de desmaio;
- Palpitações ou sensação de batimentos acelerados.
Esses sinais podem parecer ligados ao estresse, refluxo ou cansaço do dia a dia, e muitas mulheres inicialmente não associam esses sintomas a um problema cardíaco.
Consequências
A falta de identificação desses sinais tem impacto na saúde feminina. Além disso, fatores como estresse crônico, depressão, diabetes e histórico de complicações durante a gravidez (como pré-eclâmpsia) também influenciam o risco cardiovascular feminino e podem agravar a apresentação do infarto.
Como agir e prevenir?
Conheça seu corpo e fatores de risco: controle pressão arterial, colesterol, açúcar no sangue, mantenha um estilo de vida saudável e faça check-ups regulares, principalmente após os 40 anos ou após a menopausa.
Não ignore sinais sutis: desconfortos persistentes, falta de ar sem causa clara, cansaço extremo ou sintomas que não se encaixam em explicações habituais podem ser um alerta para procurar ajuda médica urgente.
Campanhas de saúde pública e conscientização profissional também são essenciais para diminuir a demora no reconhecimento e tratamento de infartos em mulheres.
Por Lais Pereira da Silva | Revisão: Daniela Gentil
LEIA TAMBÉM: Pressão de 12 por 8 agora é considerada pré-hipertensão




