A Seleção Brasileira Feminina de Vôlei encerrou a fase de grupos do Mundial da Tailândia em grande estilo. Nesta terça-feira (26), a equipe comandada pelo técnico José Roberto Guimarães dominou Porto Rico e venceu por 3 sets a 0, com parciais de 25/19, 25/13 e 25/18. Já garantido nas oitavas de final após triunfos sobre Grécia e França, o Brasil manteve a invencibilidade e confirmou a liderança do Grupo C.
Bloqueio avassalador e centrais decisivas
O fundamento que fez a diferença foi o bloqueio: foram 17 pontos brasileiros contra apenas cinco das porto-riquenhas. Julia Kudiess, Julia Bergmann e Diana foram destaques nesse quesito com seis e quatro pontos, respectivamente. Além disso, a central Kudiess terminou como a maior pontuadora da partida, com 14 acertos – um a mais que Diana, com 13.
O caminho da vitória também passou pelo meio de rede. A levantadora Macris distribuiu com inteligência e aproveitou bem as centrais, que juntas somaram 27 pontos. Com isso, todas as atacantes da equipe titular deixaram sua marca na pontuação, mostrando a diversidade de opções do time.
Olho nas oitavas e busca pelo título inédito
Líder do Grupo C, o Brasil enfrenta no domingo (31) o segundo colocado do Grupo F, ainda a ser definido entre China e República Dominicana. Quem perder o duelo entre as duas seleções entra no caminho da equipe brasileira nas oitavas de final.
Após o vice-campeonato na Liga das Nações (VNL) deste ano, a seleção sonha em conquistar um troféu que ainda falta em sua galeria: o do Mundial. Apesar do bicampeonato olímpico (2008 e 2012), as brasileiras nunca foram campeãs mundiais, acumulando quatro vices (1994, 2006, 2010 e 2022).
Como foi o jogo
O técnico Zé Roberto repetiu a formação titular usada contra a França, mantendo Macris na armação. A levantadora conduziu a equipe com distribuição equilibrada, permitindo que todas as atacantes saíssem de quadra com boa pontuação. Julia Kudiess foi a maior pontuadora, com 14 pontos, seguida de perto por Diana, com 13. Julia Bergmann contribuiu com 11, enquanto Gabi e Kisy marcaram oito cada. Até mesmo Macris deixou sua marca, com um ponto de ataque e outro de saque.
A consistência do time titular foi tamanha que o técnico aproveitou a reta final do jogo para fazer testes pensando no mata-mata. No terceiro set, Rosamaria e Tainara foram chamadas. Mesmo com pouco tempo em quadra, Rosamaria, deslocada para atuar como ponteira, conseguiu dois pontos, mostrando poder de decisão e mantendo a intensidade da equipe.
- Primeiro set
O início foi mais equilibrado do que se esperava. Porto Rico abriu 3 a 1 e chegou a encostar em 10 a 9 após uma sequência de três pontos. As porto-riquenhas chegaram a sonhar em equilibrar a parcial, mantendo o placar próximo até 13 a 11. A partir daí, a muralha brasileira entrou em cena. Bloqueios de Julia Kudiess e Julia Bergmann e ataques de Kisy ampliaram a vantagem para 18 a 11. Com margem confortável, a seleção passou a administrar o set até o fim, e Gabi fechou a parcial em 25 a 19 após uma bola de cheque.
- Segundo set
A segunda parcial foi um passeio. Macris seguiu distribuindo bolas com precisão e acionando bastante as centrais. Diana se destacou no ataque e, principalmente, no bloqueio, travando as tentativas porto-riquenhas. Logo no início, os ataques de Diana e Bergmann abriram 6 a 2, e a diferença só aumentou. O bloqueio de Gabi e mais uma bola de fundo de Bergmann levaram a parcial para 16 a 9. Uma sequência de seis pontos consecutivos deixou o marcador em 23 a 11, e a confiança brasileira crescia a cada jogada. Diana foi a maior pontuadora do set, mas Bergmann também brilhou e foi dela o ponto final: 25 a 13.
- Terceiro set
O paredão verde-amarelo voltou a se impor na terceira parcial. Julia Kudiess foi a protagonista no bloqueio e comandou a defesa alta do Brasil. Porto Rico conseguiu manter o equilíbrio até 11 a 10, mas a passagem de saque de Diana foi determinante: a central complicou a recepção adversária e a seleção abriu seis pontos consecutivos, chegando em 17 a 10. A partir daí, Zé Roberto promoveu mudanças, colocando Rosamaria e Tainara em quadra. Porto Rico ainda tentou reagir e encurtou a diferença, mas sem ameaçar de fato. Mantendo o controle, o Brasil confirmou a vitória com um ataque de Diana, fechando em 25 a 18 e garantindo mais uma atuação sólida rumo ao mata-mata.
Por: Inês Becegato | Revisão: Daniela Gentil
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