O Irã figura entre os principais parceiros comerciais do Brasil no Oriente Médio. Em 2025, as exportações brasileiras para o país persa somaram mais de US$ 2,9 bilhões, o que posiciona Teerã como o quinto maior destino das vendas nacionais na região, de acordo com dados do governo federal.
À frente do Irã no ranking regional estão Emirados Árabes Unidos, Egito, Turquia e Arábia Saudita. Para efeito de comparação, o volume exportado pelo Brasil ao mercado iraniano superou, no mesmo período, as vendas destinadas a países como Suíça, África do Sul e Rússia.
O tema ganha relevância no cenário internacional após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar na segunda-feira (12) a intenção de aplicar tarifas de 25% a países que mantenham relações comerciais com o Irã.
O agronegócio é o principal eixo do intercâmbio entre Brasil e Irã. Entre os cinco produtos mais exportados ao país persa, quatro pertencem ao setor agropecuário. A pauta é liderada pelo milho, seguida por soja, açúcares, farelo de soja destinado à alimentação animal e petróleo. Somente em 2025, os iranianos adquiriram mais de US$ 1,9 bilhão em milho brasileiro, consolidando o grão como o principal item da balança comercial entre os dois países.
As relações bilaterais também têm avançado no campo institucional. Em abril de 2024, o ministro da Agricultura do Irã, Gholamreza Nouri Ghezeljeh, esteve no Brasil, onde se reuniu com o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. No encontro, os governos acertaram a criação de um comitê agrícola e consultivo bilateral, voltado a agilizar pautas de interesse comum e ampliar o intercâmbio técnico.
Durante a visita, o ministro iraniano também manifestou interesse na instalação de uma empresa de navegação do Irã no Brasil, iniciativa que pode facilitar a logística entre os dois países e impulsionar ainda mais o comércio bilateral.
Por João Vitor Mendes | Revisão: Pietra Gomes
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