Borge Brende renunciou ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial (WEF) após a divulgação, pelos Estados Unidos, de novos documentos que apontam sua presença em jantares com Jeffrey Epstein e a troca de mensagens entre ambos.
As informações vieram à tona após autoridades norte-americanas tornarem públicos novos arquivos relacionados ao financista, investigado e condenado por crimes sexuais. A renúncia ocorre duas semanas depois de o WEF anunciar a abertura de uma investigação interna independente para apurar o envolvimento de Brende com Epstein.
“Após cuidadosa reflexão, decidi renunciar ao cargo de presidente e CEO do Fórum Econômico Mundial. Meu tempo aqui, ao longo de oito anos e meio, foi profundamente gratificante”, afirmou Brende em comunicado. O executivo é ex-ministro das Relações Exteriores da Noruega.

Em entrevista ao jornal norueguês de negócios Dagens Næringsliv, Brende declarou ter sentido “grande desconforto” ao ser associado publicamente a Epstein e temer que o contato fosse interpretado de forma distorcida. Ele também afirmou que desconhecia o passado e as atividades criminosas do financista quando o conheceu, em 2018.
Em nota oficial, o Fórum Econômico Mundial não citou diretamente os arquivos divulgados como motivo da saída, limitando-se a informar que a decisão partiu do próprio executivo.
As novas revelações sobre os contatos de Epstein com integrantes da elite política e empresarial têm provocado repercussões internacionais e levado à reavaliação de relações institucionais.
Andre Hoffmann assumirá interinamente a presidência da organização até a definição de um sucessor permanente.
Por Daniela Gentil | Revisão: Redação MD News
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