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COP 30 entra na semana decisiva em Belém com expectativa por avanços políticos no Acordo de Paris

Maior presença da União Europeia, de cientistas e da sociedade civil promete pressionar por metas mais ambiciosas na reta final da conferência

A segunda e última semana da COP 30, a Conferência da ONU sobre Mudanças Climáticas sediada em Belém, começa marcada por expectativas elevadas e promessas de decisões políticas mais contundentes. Depois de uma primeira fase centrada em negociações técnicas, o evento passa agora a contar com a participação ativa da União Europeia (UE), ao lado de representantes da sociedade civil e da comunidade científica, para impulsionar medidas concretas alinhadas ao Acordo de Paris.

A chegada dos representantes europeus, prevista para esta segunda-feira (17), simboliza uma mudança de ritmo na conferência. Com isso, temas como redução de emissões, transição energética, preservação de ecossistemas e metas climáticas de longo prazo voltam ao centro da mesa de negociações.

O Comissário Europeu para o Clima deve trabalhar em conjunto com a Presidência do Conselho da UE e com os Estados-Membros para garantir que a COP 30 avance no cumprimento das metas pactuadas globalmente, especialmente diante da necessidade urgente de limitar o aquecimento do planeta.

UE apresenta relatório sobre metano e reforça metas de corte de emissões

Um dos primeiros compromissos oficiais da delegação europeia é a apresentação de um Relatório Global sobre a situação do gás metano, um dos mais potentes gases de efeito estufa. A expectativa é que o documento sirva como base para pressionar governos e setores produtivos a ampliar esforços de monitoramento e redução de emissões  especialmente nos segmentos de energia, agricultura e resíduos, considerados os maiores responsáveis pela liberação de metano na atmosfera.

Além disso, a União Europeia deve avançar nas discussões sobre sua Contribuição Nacionalmente Determinada (NDC), que inclui a meta de reduzir as emissões de gases de efeito estufa em 66% até 2035, tomando como referência os níveis de 1990. A proposta representa uma das posições mais ambiciosas entre os grandes blocos econômicos e pode influenciar outros países a revisar seus compromissos.

Para especialistas presentes em Belém, essa movimentação tende a elevar o grau de responsabilidade global, já que o cumprimento das metas do Acordo de Paris exige reduções rápidas e profundas de emissões ainda nesta década.

Oceano, biodiversidade e áreas protegidas entram em pauta

A agenda desta terça-feira (18) tem como destaque o tema “Oceano e Vida Marinha”, um eixo considerado essencial para o equilíbrio climático do planeta. Instituições brasileiras e coletivos ambientais devem aproveitar o momento de visibilidade internacional para pressionar por maior proteção aos ecossistemas marinhos do país.

Entre as iniciativas em evidência está a campanha liderada pela Rede Pró-Unidade de Conservação e pela coalizão SOS Oceano, que vem ganhando força dentro e fora do Brasil. As organizações defendem a criação do Parque Nacional Marinho do Albardão e da Área de Proteção Ambiental do Albardão, no sul do Rio Grande do Sul.

A proposta, elaborada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), prevê a criação de um enorme mosaico de conservação com 1,6 milhão de hectares. A área abrigaria habitats críticos para espécies ameaçadas de extinção, além de contribuir para a preservação de ambientes costeiros e marinhos de grande relevância ecológica.

Para ambientalistas presentes na COP 30, a aprovação do projeto poderia marcar um dos principais avanços brasileiros no campo da conservação marinha nos últimos anos. A expectativa é que o apoio internacional, somado à pressão da sociedade civil, fortaleça o movimento no cenário político nacional.

Reta final com pressão por compromissos reais

A segunda semana da COP 30 é considerada decisiva porque concentra as negociações finais, onde declarações políticas e acordos multilaterais ganham forma. É neste momento que governos definem posicionamentos, revisam metas e anunciam propostas de cooperação internacional.

Delegações de diversos países, incluindo as grandes economias responsáveis por parcela significativa das emissões globais, são pressionadas a apresentar compromissos mais claros e ambiciosos. A participação da União Europeia, que tradicionalmente ocupa papel de liderança nos debates climáticos, tende a ampliar a cobrança sobre outros blocos e nações.

Cientistas que acompanham o evento alertam que o mundo se aproxima rapidamente de limites críticos de aquecimento global. Por isso, a COP 30 é vista como uma oportunidade fundamental para que governos reforcem suas metas e adotem medidas estruturais que reduzam emissões ainda nesta década, considerada a janela de tempo mais importante para conter os impactos climáticos mais graves.

Sociedade civil intensifica mobilização

Enquanto as negociações avançam nos pavilhões oficiais, organizações da sociedade civil, universidades, povos indígenas e movimentos sociais promovem debates paralelos, pressionando por justiça climática, defesa da biodiversidade e proteção de comunidades vulneráveis.

Foros, palestras, campanhas e manifestações fazem parte da programação externa da COP, ampliando a visibilidade de temas que nem sempre ganham espaço nas negociações oficiais. Para muitos desses grupos, a COP realizada na Amazônia tem simbolismo especial, uma vez que a região é considerada central no combate global às mudanças climáticas.

Expectativa para o documento final da conferência

Ao fim da semana, as atenções se voltam ao documento oficial da COP 30, que deve consolidar as decisões tomadas ao longo dos debates. A expectativa é que o texto apresente metas mais robustas, além de diretrizes para financiamento climático, proteção de ecossistemas, adaptação a eventos extremos e cooperação internacional.

Embora cada conferência climática enfrente desafios e divergências, analistas avaliam que a COP 30 tem potencial para deixar um legado significativo, especialmente pela presença de blocos importantes como a União Europeia e pelo forte engajamento da sociedade civil brasileira.

Belém, que recebe pela primeira vez um evento climático dessa magnitude, se torna temporariamente o centro das discussões globais sobre o futuro do planeta  e é nessa última semana que o mundo espera ver avanços concretos saindo do papel.

Por Alemax Melo I Revisão: Daniela Gentil

VEJA TAMBÉM: Tentativa de invasão acende alerta e faz COP30 reforçar segurança

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Marcia Dantas

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