Com o período de férias escolares em diversas regiões do país, especialistas e autoridades em saúde alertam para o aumento dos riscos de acidentes entre crianças, um fenômeno que ocorre tradicionalmente neste período de maior tempo livre e interação com ambientes domésticos e públicos.
Importância da vigilância constante
Os registros de quedas, queimaduras, afogamentos e atropelamentos tendem a crescer justamente quando a rotina deixa de ser a escolar e as crianças passam mais tempo em casa, condomínios, clubes ou espaços abertos, exigindo vigilância constante de pais e responsáveis.
Em Araras (SP), um menino de 6 anos, identificado como Gabriel Sanfelice, foi atropelado na noite de 8 de janeiro de 2026 enquanto caminhava com outras crianças e familiares no bairro José Ometto. Testemunhas contaram que a criança saiu repentinamente da calçada e entrou na rua, sendo atingida por um veículo que, segundo relatos, trafegava em velocidade considerada alta.
O motorista não parou para prestar socorro no local, configurando infração, e agora é investigado pela Polícia Civil. O menino foi inicialmente socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) e depois transferido para a Santa Casa de Araras em estado grave, onde morreu alguns dias depois, em 11 de janeiro.
A vulnerabilidade infantil no período de férias, porém, não se limita a acidentes. Casos de crianças desaparecidas têm mobilizado esforços de segurança pública e comunidades inteiras.
Outro caso recente envolvendo crianças ocorreu no município de Bacabal, no Maranhão, onde três primos desapareceram no dia 4 de janeiro de 2026 após saírem para brincar em uma área de mata da comunidade quilombola São Sebastião dos Pretos. Duas crianças seguem desaparecidas: Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos.
O terceiro primo, Anderson Kauan, de 8 anos, que estava com as outras crianças, foi encontrado com vida no dia 7 de janeiro, em uma estrada próxima ao povoado Santa Rosa, e recebeu atendimento das equipes de resgate. As buscas pelas duas crianças continuam com o apoio das polícias Civil e Militar, do Corpo de Bombeiros, de voluntários e de instituições ambientais.
Medidas preventivas
As autoridades reforçam a importância de respostas rápidas em desaparecimentos infantis, pois as primeiras horas são cruciais para a localização das vítimas. Já os especialistas em saúde pública ressaltam que, apesar de as férias escolares serem um período de maior liberdade e diversão, também são momentos em que a vigilância deve ser intensificada.
Seja nas residências, nas ruas ou em ambientes de lazer, medidas preventivas simples, como adaptar espaços seguros para brincar, supervisionar atividades e reforçar orientações sobre riscos, podem fazer a diferença entre um período de descanso e episódios de sofrimento que marcam famílias inteiras.
Por: Lais Pereira da Silva | Revisão: Pietra Gomes
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