Os últimos 30 mil telefones de uso público, popularmente conhecidos como orelhões, deixarão de existir em todo o Brasil até o final de 2028. Os contratos de concessão firmados em 1998 chegaram ao fim em dezembro de 2025, porém a extinção está sendo feita de forma gradual, dentro do plano de universalização do acesso de telefonia no país.
“As empresas assumiram compromissos de manutenção da oferta de serviço de telecomunicações com funcionalidade de voz (incluindo os orelhões), em regime privado, por meio de quaisquer tecnologias, em localidades nas quais as empresas forem as únicas prestadoras presentes, até o prazo máximo de 31 de dezembro de 2028“, esclareceu a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
As concessionárias negociaram com o poder público a adaptação do STFC do regime de concessão para o de autorização, regido pelo setor privado, segundo informou a Anatel. O processo é mais complexo devido à crise financeira da Oi, que enfrenta dificuldades desde 2016 e tem pedido de falência em andamento.
As empresas assumiram, então, o compromisso de investimento em infraestrutura, como fibra óptica, antenas de telefonia móvel (mínimo 4G), expansão da rede celular, cabos submarinos e fluviais, conectividade em escolas públicas e data centers.
Orelhões que ainda funcionam
Cerca de 9 mil orelhões seguirão ativos em cidades sem cobertura 4G, com maior concentração em São Paulo. A Oi manterá 6.707 unidades, já a Vivo, a Algar e a Claro/Telefônica desligarão suas redes este ano, restando cerca de 2 mil aparelhos. Outros 500 TUPs são da Sercomtel, no Paraná, e só poderão ser retirados após adaptação.
Por: Yasmin Barreto | Revisão: Pietra Gomes
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