O Irã entrou nesta sexta-feira (9) no 12º dia consecutivo de protestos nacionais, em meio ao aumento da repressão estatal, bloqueios de internet e fortes reações internacionais. Milhões de manifestantes desafiam o regime em diversas cidades do país.
A crise econômica e política desencadeou a onda de protestos, que se intensifica a cada dia. Vídeos que circulam nas redes sociais mostram confrontos nas ruas, com registros de feridos e mortos entre os manifestantes.
Diante da escalada da crise, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, manifestou apoio aos protestos e fez advertências às autoridades iranianas. Em resposta, o líder supremo do Irã, Ali Khamenei, rejeitou as ameaças, afirmou que Trump “seria derrubado” e acusou forças estrangeiras de fomentarem as manifestações. Khamenei também reforçou o apoio à repressão.
Nas ruas, parte da população expressa insatisfação direta com o regime, entoando gritos como “viva o rei”, em referência à monarquia deposta em 1979. O príncipe exilado Reza Pahlavi elogiou, na quinta-feira (8), a mobilização popular e convocou novos protestos para esta sexta-feira, às 20h (horário local). No mesmo dia, um apagão nacional da internet atingiu o país, agravando o clima de instabilidade.
Trump voltou a se pronunciar, chamando os manifestantes de “pessoas corajosas” e alertando o governo iraniano sobre a morte de civis. Segundo a organização de direitos humanos HRANA, ao menos 2.000 pessoas foram presas desde o início das manifestações, e 42 morreram, incluindo 34 manifestantes e dois membros das forças de segurança.
A Guarda Revolucionária Islâmica classificou os protestos como “inaceitáveis”, pediu que os manifestantes recuassem e descreveu as mortes como “incidentes terroristas”.
*Segue em atualização
Por Daniela Gentil | Revisão: Redação MD News
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