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SP registra quase um feminicídio por dia em janeiro de 2026

Estado registrou 27 casos no primeiro mês do ano, maior número para janeiro desde o início da série histórica da Secretaria da Segurança Pública

O estado de São Paulo registrou 27 feminicidios apenas no mês de janeiro de 2026, o maior número para o período desde os dados contabilizados pela Secretaria da Segurança Pública (SSP), em 2018. Os números reforçam o alerta sobre a persistência da violência contra mulheres no estado.

O total representa um aumento em relação ao mesmo mês do ano anterior. Em janeiro de 2025, haviam sido registradas 22 mortes, cinco a menos do que o número contabilizado neste início de ano.

Com os 27 casos registrados em apenas 31 dias, o índice equivale a quase uma mulher assassinada por dia no estado. Os números fazem parte das estatísticas oficiais de criminalidade divulgadas periodicamente pela SSP e indicam um crescimento da violência letal motivada por questões de gênero.

O feminicídio é caracterizado quando o assassinato ocorre em contexto de violência doméstica e familiar ou quando há menosprezo ou discriminação contra a condição de mulher da vítima. No Brasil, o feminicídio foi incluído no Código Penal em 2015, por meio da Lei nº 13.104, que passou a tratá-lo como qualificadora do homicídio, com pena de 12 a 30 anos de prisão.

A legislação foi atualizada em 2024, quando o crime passou a ser tipificado de forma autônoma, com penas que podem chegar a 40 anos de reclusão. Apesar de políticas públicas voltadas à proteção das mulheres, o aumento de casos demonstra a necessidade de ampliar ações de prevenção e apoio às vítimas, além de medidas de enfrentamento à violência.

No cenário nacional, o problema também preocupa autoridades. O país registrou 1.568 feminicídios em 2025, o maior número da década, segundo levantamento do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

O aumento dos casos em São Paulo, o estado mais populoso do país, evidencia que o debate sobre políticas de proteção às mulheres, a importância da denúncia e o acesso a medidas protetivas ainda não alcançaram os níveis desejados para prevenir novos casos de violência.

Por: Lais Pereira da Silva | Revisão: Daniela Gentil

VEJA TAMBÉM: Lei garante acompanhante a mulheres em sedação médica

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Marcia Dantas

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