Em um duelo digno da rivalidade mais emblemática do futebol espanhol, o Barcelona levou a melhor sobre o Real Madrid e levantou, neste domingo (11), o troféu da Supercopa da Espanha. Atuando na Arábia Saudita, os catalães venceram por 3 a 2 após uma atuação dominante no primeiro tempo e um segundo tempo mais equilibrado, garantindo o bicampeonato da competição.
Assim como na edição anterior do torneio, Raphinha foi decisivo. O brasileiro marcou duas vezes e foi o grande nome da final. Lewandowski completou o placar para o Barcelona. Pelo lado merengue, Vini Jr. balançou as redes com um golaço impressionante, enquanto o jovem Gonzalo García também deixou sua contribuição.
Como foi o jogo?
A primeira etapa foi totalmente controlada pelo Barcelona. Com 76% de posse de bola e maior volume ofensivo, os comandados de Hansi Flick impuseram ritmo forte desde os primeiros minutos. O jogo coletivo dos catalães envolveu o Real Madrid, especialmente na reta final do primeiro tempo.
Raphinha levou perigo aos 26 minutos, ao finalizar de esquerda para boa defesa de Courtois. Pouco depois, Lamine Yamal fez um lançamento espetacular, deixando o brasileiro cara a cara com o goleiro, mas o atacante desperdiçou. A redenção veio aos 35 minutos, quando Raphinha recebeu pela esquerda e finalizou cruzado para abrir o placar.
Mesmo pressionado, o Real Madrid encontrou forças para reagir graças a Vini Jr. Aos 46 minutos, em uma jogadaça individual, o camisa sete recebeu na esquerda, tirou três marcadores, levou a bola até a área e bateu sem chances para Joan García, marcando um belo gol e deixando tudo igual.
A igualdade durou pouco. Em menos de dois minutos, Lewandowski recolocou o Barcelona à frente ao se aproveitar de um erro coletivo da defesa madridista após ótimo passe de Pedri. Ainda assim, os catalães voltaram a sofrer com problemas defensivos nos acréscimos. Após ‘tela azul’ da zaga, Gonzalo García aproveitou o rebote e empatou a partida em 2 a 2.
Na volta do intervalo, o Real Madrid passou a marcar mais alto, liderado por Vini Jr., o principal destaque da equipe. Atento ao novo cenário, Hansi Flick promoveu mudanças, colocando Dani Olmo e Ferrán Torres nas vagas de Fermín López e Lewandowski, buscando mais mobilidade no ataque.
A estratégia funcionou. Aos 27 minutos, Olmo e Ferrán trocaram passes, a bola sobrou limpa para Raphinha, que finalizou de direita. O chute desviou em Asencio e matou Courtois no lance. Gol do título para o Barça.
Raphinha MVP e carrasco do “El Clásico”
O camisa 11 vive uma nova fase no “El Clásico”. Depois de não marcar nos sete primeiros confrontos contra o Real Madrid, Raphinha anotou sete gols nos últimos cinco jogos diante do rival. Nos três compromissos mais recentes em que balançou as redes, terminou sempre com dois gols marcados.
Com atuação decisiva e números expressivos, o brasileiro foi eleito, de forma incontestável, o MVP da final da Supercopa da Espanha.
Por: Inês Becegato | Revisão: Pietra Gomes
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