O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, condenou o ataque a tiros em uma celebração judaica em Sydney e acusou o governo australiano de alimentar o antissemitismo com o suposto “silêncio” e falta de ações sobre o sentimento antijudaico no país.
Segundo Netanyahu, em agosto ele teria comunicado a Anthony Albanese, por meio de uma carta, que as decisões adotadas pelo governo australiano estariam favorecendo e estimulando o antissemitismo no país. Em um discurso, Netanyahu afirmou: “Escrevi: ‘seu apelo por um Estado palestino recompensa os terroristas do Hamas. Encoraja aqueles que ameaçam os judeus australianos e incentiva o ódio aos judeus que agora assola suas ruas'” disse o primeiro-ministro.
“O antissemitismo é um câncer que se espalha quando os líderes se calam, e eles precisam substituir a fraqueza pela força para enfrentá-lo!” seguiu Netanyahu.
“Isso não aconteceu na Austrália – e hoje, algo terrível ocorreu lá. Um assassinato a sangue frio”, acrescentou.
Relembre o ataque deste domingo
Ao menos 12 pessoas morreram e outras 29 ficaram feridas em um tiroteio ocorrido neste domingo (14) na praia de Bondi, em Sydney, na Austrália. O ataque aconteceu durante uma celebração do festival judaico de Hanukkah.
Segundo a polícia australiana, um dos suspeitos está entre os mortos e o outro atirador encontra-se em “situação crítica”. Dois policiais também ficaram feridos durante a ocorrência.
Imagens que circulam nas redes sociais mostram o momento em que um homem desarma um dos atiradores após o ataque. Sobre a ação, Minns afirmou: “É a cena mais inacreditável que já vi: um homem se aproximando de um atirador que havia disparado contra a comunidade e, sozinho, o desarmando, colocando sua própria vida em risco para salvar a vida de inúmeras outras pessoas”.
O homem que desarmou o atirador foi atingido por dois disparos, um no braço e outro na mão. De acordo com um parente, citado pelo jornal The Guardian, ele tem 43 anos, é vendedor de frutas e se recupera bem no hospital.
No momento, uma operação conjunta com outros órgãos da Austrália está em andamento. No local do ataque, foram encontrados diversos itens suspeitos, que estão sendo analisados por policiais especializados, e uma zona de exclusão foi estabelecida.
Nas redes sociais, o primeiro-ministro da Austrália condenou o ataque e afirmou que as cenas são “chocantes” e “angustiantes”. Segundo ele, as autoridades policiais seguem trabalhando para obter mais informações sobre o ocorrido.
Por Arthur Moreira | Revisão: Daniela Gentil
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