Segundo levantamento da Associação Brasileira de Organizadores de Corridas de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO), foram organizadas mais de 5 mil corridas no país no último ano, em comparação com aproximadamente 2,8 mil em 2024.
Esse crescimento reflete um movimento consolidado da corrida de rua como uma modalidade popular. Em grande parte das capitais e cidades do interior, provas de 5 km e 10 km têm atraído corredores de todas as idades, impulsionadas pela busca por qualidade de vida, bem‑estar e práticas esportivas ao ar livre.
Espaço feminino nas corridas de rua: crescimento, desafios e ações contra o assédio
A corrida de rua no Brasil vem se tornando mais inclusiva. As mulheres já representam metade ou mais dos participantes em várias provas, mas ainda enfrentam assédio e barreiras culturais.
Além do aumento no número de eventos, houve mudanças significativas no perfil dos participantes. Levantamentos indicam que mulheres cruzam a linha de chegada em número equivalente ou superior a 51% dos corredores em diversas provas, refletindo uma transformação cultural e social no esporte.

A corrida de rua não é mais vista apenas como prática competitiva, mas também como um espaço de convivência. Em termos geográficos, São Paulo se mantém como principal polo da modalidade, concentrando o maior número de provas realizadas.
Outros estados, como Paraná, Santa Catarina e Alagoas, registraram aumentos expressivos no volume de eventos, especialmente quando considerados os percentuais de crescimento.
Com o mercado em crescimento, os organizadores esperam que a modalidade continue em alta em 2026, mesmo com um ritmo de expansão um pouco mais moderado, à medida que o setor amadurece e se profissionaliza. Dessa forma, as mulheres poderão ocupar espaço nas provas, em um ambiente seguro e justo, consolidando sua presença e fortalecendo a corrida de rua como um esporte para todos.
Por: Lais Pereira da Silva | Revisão: Daniela Gentil
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