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Reino Unido proíbe redes sociais para menores de 16 anos e estuda toque de recolher digital 

Pacote de medidas busca reduzir a exposição de jovens ao ambiente digital e reforçar mecanismos de proteção online

O Reino Unido anunciou nesta segunda-feira (15), por meio do primeiro-ministro Keir Starmer, que irá proibir a utilização de redes sociais por jovens menores de 16 anos. Entre as plataformas afetadas estão TikTok, Facebook, Instagram, Snapchat e X (antigo Twitter). De acordo com Starmer, a medida deve ser regulamentada até o Natal, com efeitos práticos previstos para o início de 2027.

Restrições vão além das redes sociais

O governo avalia ainda restringir o acesso a aplicativos de mensagens com recursos de inteligência artificial. O WhatsApp não deve ser afetado. A proposta também prevê limitações para transmissões ao vivo realizadas por crianças e adolescentes em jogos online.

Possibilidade de toque de recolher digital

O governo britânico também analisa a implementação de um “toque de recolher” digital para combater o que classifica como “uso infinito da internet“. Caso a proposta avance, ela poderá atingir inclusive maiores de 18 anos. O uso de chatbots por essa faixa etária também pode ser afetado. Mais detalhes sobre as mudanças devem ser divulgados pelo governo britânico em julho.

Modelo australiano serve de referência

A proposta britânica segue uma tendência observada em outros países. A Austrália foi a primeira nação do mundo a aprovar uma proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos, medida que entrou em vigor no fim de 2025. O governo de Keir Starmer acompanha os resultados da iniciativa e considera a experiência australiana uma importante referência para a implementação das novas regras no Reino Unido.

Governo defende proteção ao desenvolvimento infantil

“É por isso que vamos acabar com um sistema que está falhando com nossas crianças e tomar medidas ousadas para dar a cada criança o melhor começo de vida possível”, disse o primeiro-ministro.

Ao justificar a decisão, Starmer afirmou que as redes sociais impedem as crianças de exercer atividades básicas, como brincar com os amigos, fazer a lição de casa e dormir em horários adequados.

“Isso pode não parecer muito, mas são atividades que ajudam uma criança a se desenvolver e se tornar um adulto”, acrescentou.

Por Daniela Gentil | Revisão: Redação MDNews

VEJA TAMBÉM: Carla Zambelli: Justiça italiana aponta dúvidas sobre imparcialidade de Moraes ao rejeitar extradição

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Marcia Dantas

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