Uma imagem gerada por inteligência artificial foi exibida como real durante o programa Se Liga Brasil, nesta segunda-feira (13). O conteúdo, que mostrava um suposto cartaz com teor misógino em um posto de gasolina, não tem registro oficial e já circulava nas redes sociais sem comprovação.
Durante a atração, o apresentador Thiago Gardinali afirmou que uma mulher teria acionado a Polícia Militar após se sentir ofendida com a mensagem. Segundo o relato, o caso teria sido encaminhado a uma delegacia.
No entanto, não há evidências de que a situação tenha ocorrido.
A imagem apresenta indícios de falsidade, como erro de ortografia e ausência de identificação do local. Também não foram encontrados registros oficiais ou relatos confirmados sobre o episódio. Apesar disso, Thiago chegou a afirmar que o caso foi parar na delegacia:
“Ela entendeu que o cartaz divulga uma mensagem misógina, que é o preconceito com mulheres (…) Ela viu esse cartaz e enlouqueceu. Ela falou o seguinte: ‘Que absurdo é esse? Esse posto está divulgando a misoginia’. Foi todo mundo parar na delegacia”, detalhou o apresentador.
Especialistas apontam que o impacto da desinformação se amplia quando conteúdos falsos deixam o ambiente das redes sociais e passam a ser repercutidos por veículos tradicionais.
Isso porque, ao ocupar espaço em programas jornalísticos, a informação passa a carregar uma percepção de credibilidade junto ao público, mesmo que não tenha sido devidamente verificada.
No caso exibido, além da informação incorreta, a narrativa construída abordava um tema sensível, a misoginia, o que contribui para potencializar reações e debates baseados em um episódio inexistente.
O episódio acende um alerta sobre o poder das fake news na era da inteligência artificial, e como, ao ganharem espaço na mídia tradicional, podem se transformar rapidamente em “verdades” para o público.
Por Aline Feitosa | Revisão: Daniela Gentil
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