A corrida espacial ganhou mais um capítulo nesta terça-feira (14). A Amazon fechou a compra da empresa de satélites Globalstar, em um acordo de US$11,57 bilhões. A iniciativa faz parte do processo de fortalecer a competição com a Starlink, do bilionário Elon Musk.
Segundo Panos Panay, vice-presidente sênior de dispositivos e serviços da Amazon, “os clientes podem esperar um serviço mais rápido e confiável em mais lugares — mantendo-os conectados às pessoas e coisas que mais importam”.
O negócio dará à Amazon acesso à infraestrutura orbital e ao espectro de frequências da Globalstar, o que deve reforçar sua atuação no segmento de comunicações via satélite.
Expansão de projetos espaciais
A Amazon pretende expandir sua infraestrutura espacial colocando aproximadamente 3.200 satélites em órbita terrestre baixa até 2029. Pelas exigências regulatórias, cerca de metade desse contingente deverá estar funcionando até julho de 2026.
Até agora, a companhia já conta com mais de 200 satélites ativos e está nos preparativos finais para estrear seu serviço de conexão à internet via satélite ainda em 2026.
Competição com a Starlink
Atual líder no mercado, a Starlink, de Elon Musk, mantém uma frota superior a 10 mil satélites e presta serviços a mais de 9 milhões de clientes ao redor do mundo. Estimativas apontam que a Starlink gere mais de US$ 9 bilhões em receita este ano.
Por Arthur Moreira | Revisão: Daniela Gentil
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