A Polícia Civil de São Paulo investiga um caso de estupro de vulnerável que teria ocorrido na tarde de quarta-feira (10), nas dependências do Clube social do Palmeiras, na região de Perdizes, zona oeste da capital.
O caso foi registrado após a mãe da menina procurar as autoridades ao perceber sinais que levantaram suspeitas de violência. A ocorrência foi encaminhada para investigação especializada, que agora busca esclarecer as circunstâncias do episódio.
Relato da família deu início à investigação
Segundo informações registradas no boletim de ocorrência, a mãe percebeu que a filha ficou distante de sua supervisão por alguns minutos enquanto ambas estavam no clube.
Pouco depois, a criança retornou e ao questionar onde ela estava, disse: “é segredo”. Mais tarde, já em casa, a mãe identificou uma secreção nas partes intimas, durante o banho, e decidiu conversar com a menina sobre o que havia acontecido.
Durante a conversa a menina teria dito que o “vovô colocou a mão lá”. Diante do relato, a mulher procurou atendimento médico e acionou imediatamente as autoridades.
Criança recebeu atendimento médico
Após a suspeita de abuso, a mãe retornou ao clube, onde a criança foi encaminhada ao departamento médico para avaliação inicial.
O atendimento resultou em um laudo preliminar que apontou elementos considerados relevantes para a investigação. Em seguida, a Polícia Civil solicitou exames complementares ao Instituto Médico-Legal (IML), que deverão auxiliar na produção de provas técnicas.
Polícia busca esclarecer participação de suspeito
De acordo com o registro policial, o homem apontado como suspeito seria uma pessoa que frequentava alguns dos mesmos ambientes da família, embora não tivesse convivência próxima com a vítima.
A identidade do investigado não foi divulgada pelas autoridades. O caso segue sob apuração e novas diligências devem ser realizadas nos próximos dias.
Palmeiras diz que colaborou desde o primeiro momento
Em nota oficial, o Palmeiras informou que a mãe e a criança receberam acolhimento imediato após a denúncia.
O clube afirmou ainda que disponibilizou atendimento médico e preservou todas as imagens do sistema interno de monitoramento, colocando o material à disposição da investigação.
A presidente da instituição, Leila Pereira, determinou a suspensão preventiva de um associado apontado como suspeito de envolvimento no caso até a conclusão das apurações.
Veja nota na íntegra:
“Na noite de quarta-feira (10), uma associada procurou a administração do Palmeiras para relatar um caso de abuso sexual cometido contra sua filha, possivelmente nas dependências do clube social.
Após acolher a mãe e a criança, que foi atendida por um médico do Palmeiras, a administração designou que um dos advogados do clube as acompanhasse até a Delegacia de Defesa da Mulher para o registro da ocorrência.
Prontamente, iniciou-se um trabalho de apuração interna por meio da análise das imagens do sistema de monitoramento – inclusive, todo o material já foi separado e enviado à polícia.
Assim que foi informada sobre a ocorrência, a presidente Leila Pereira determinou a imediata suspensão de um associado suspeito de envolvimento no caso; se ficar comprovada a autoria ou participação dele neste crime abominável, ele será expulso do quadro associativo, sem prejuízo das demais medidas punitivas cabíveis.
O Palmeiras repudia veementemente qualquer forma de violência ou abuso e não medirá esforços para que os fatos sejam rapidamente esclarecidos.”
Caso tramita sob sigilo
Por envolver uma criança, a investigação segue sob sigilo, conforme determina a legislação brasileira voltada à proteção de menores de idade.
A Polícia Civil trabalha agora na análise de imagens, coleta de depoimentos e avaliação dos laudos periciais para esclarecer os fatos e identificar eventuais responsabilidades.
Por Aline Feitosa | Revisão: Daniela Gentil



